Domingo, 5 de Julho de 2009

Eta nóis! Confraria junina

Festa junina tem que ser comemorada, nem que seja em julho. Foi o que nós, da Confraria sem Nome, decidimos quando combinamos o tema do encontro. Tinha bandeirinha espalhada pela sala, música típica de quadrilhas e comida, muita comida! A Odete não pôde vir, mas mandou o vinho, e o quentão ficou garantido.

Para a decoração da mesa, usei uma ideia
que vi no Rainhas do Lar. Comprei 1 metro de chita colorida, coloquei palha, abóbora, ovos, milho verde. Ficou lindo. Eu não sabia, mas nas pesquisas para decoração, descobri que os festejos nesta época não se devem apenas a datas religiosas, mas também à colheita do milho. Por isso tantos pratos têm nesse ingrediente a matéria-prima. A Ana Paula decorou os pratos e usou muita palha e milho, tudo no clima. Dá para ver na segunda foto. Amendoim salgado dentro de uma bomboniere de vidro, com palha na base. O amendoim doce foi servido em copinhos de vidro. Para as paçoquinhas, cesta de vime com milho verde.

Como indumentária alusiva aos festejos, usei um singelo chapéu de palha com trancinhas, mas teve quem se produziu. A Betina fez maria-chiquinha no cabelo, pintinhas nas bochechas e arranjou até dois dentes podres hehehe. O Osmar e o Gaspar vieram totalmente caracterizados, com remendos na roupa, pinturas no rosto, chapéu e gravatas com strass. Caipiras fashion, sô!
Eu fiz bolinhos de milho recheados com frango. A pizza de sardinha é da Déia e os pastéis de ricota, do Leandro. Na outra foto, meu bolo de milho e os pancake puffs da Betina. Naquela cestinha lá ao fundo, xicarazinhas de cafezinho para servir o caldinho de feijão. Também acomodei nela garfinhos e colheres.
Canjica do Rubilar, servida em porções individuais em potinhos de plástico transparente. Ao fundo e ao lado, paçoquinhas e amendoim açucarado que a Ana Paula trouxe e decorou do jeito mais mimoso. Nas cumbuquinhas brancas da foto da direita, docinhos de leite; em primeiro plano, os cachorros-quentes da Márcia, com salsicha vegetal. Isso sem falar em pinhão, pipoca, quentão, bolo de laranja, no qual acrescentei gotas de chocolate...
Caldinho de feijão do Osmar e do Gaspar (que foram fofíssimos e fizeram um pouco sem carne pra mim!). Minha pizza de milho verde com salsão.Bolo de aipim do Gaspar e pancake puffs da Betina, recheados de chocolate.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Sopa de tomate e manjericão

Frio, sopa e vinho. Estão servidos?

Neste ano, o inverno não chegou de mansinho, pedindo licença. Sem cerimônia, impôs o uso de muita roupa, cachecol, muita coberta e, claro, comidinhas deliciosas.


Esta sopa pode parecer trabalhosa, mas não é. O preparo é rápido, basta um pouquinho de paciência. Dá 6 porções, mas você pode fazer meia receita. Tirei a receita da coleção O Prazer da Cozinha Passo a Passo, do qual já falei aqui no blog. A foto, como deu para perceber, ainda é foi tirada na câmera “meia boca”.


Ingredientes:

2,3 kg de tomates maduros, mas não muito moles

2 ou 3 galhos de manjericão fresco

1/2 xícara de chá de manteiga (apesar da indicação da receita, usei sem sal)

sal e pimenta-do-reino a gosto
6 colheres de sopa de requeijão

Modo de fazer:

1. Coloque água em uma panela. Quando começar a ferver, faça um pequeno corte em cada tomate e coloque-os na panela por 5 a 7 segundos. Retire-os quando a pele começar a levantar em volta do corte.
2. Descasque-os e retire a polpa; coloque-a para escorrer e, depois, passe-a por uma peneira e reserve.
3. Corte os tomates em tiras.

4. Pique meio grosseiramente as folhas de manjericão (deixe um galho reservado).

5. Ponha o tomate, a polpa reservada e o manjericão picado em uma frigideira com metade da manteiga. Leve ao fogo médio, mexendo e agitando a frigideira.
6. Quando o tomate estiver macio, mas não muito a ponto de desmanchar, aumente o fogo e junte a manteiga restante. O tomate deverá ficar macio, mas consistente. Tempere com o sal e a pimenta.
7. Divida a sopa em 6 porções e ponha 1 colher de requeijão em cada uma. Enfeite com o manjericão que havia sido reservado. Sirva imediatamente.

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Bolo de abacaxi e coco



Este bolo tem uma história antiiiiiga. Eu fazia naturalismo, nos anos 1980. Porto Alegre era conhecida como uma cidade com muitas opções e o bairro Bom Fim, pra quem conhece, era o centro dos naturebas. Um lugarzinho, bem no coração do Bom Fim, tinha lanchinhos ótimos. Fechou faz muito tempo, nunca foi dos famosos, mas era aconchegante e tinha umas coisas diferentes.

Eu sempre achei que comida pode ser boa independentemente da escola que se segue. Basta vontade, criatividade e mente aberta. Por que a comida naturalista tinha que ser massuda, sem gosto, feiosa? Este bolo contradiz tudo isso. Tem sabor, cor, textura. Eu provei e adorei. Tentei fazer em casa, mas não deu certo nas primeiras vezes. Abatumava, ficava molhado demais. Aí me veio o insight, que na verdade é muito simples: bastava cozinhar o abacaxi antes, para evitar que expelisse muito líquido enquanto estivesse assando. Ainda assim, demora bastante no forno. Mas faça quando tiver tempo; afinal, naturalismo não combina com correria na cozinha.

Ingredientes da cobertura:
1 abacaxi grande cortado em cubos grandes
1/2 xícara de água
1/4 de xícara de açúcar demerara
200g de coco fresco ralado grosso misturado com 1 ou 2 colheres de açúcar demerara (depende do gosto)

Ingredientes da massa:
2 gemas
2 xícaras de açúcar demerara orgânico
1 xícara de caldo de abacaxi (o que sobrou do cozimento)
3 xícaras mais 1/2 colher de sopa de farinha
5 colheres de sopa de passas
2 claras em neve
1 colher de sopa de fermento químico

Modo de fazer a cobertura:
1. Misture a água e o açúcar. Quando começar a ferver, abaixe o fogo.
2. Espere uns dois minutos e acrescente o abacaxi. Quando a fruta estiver macia, desligue o fogo, escorra e guarde o caldo.
3. Não mexa no coco!! Ele vai ter que esperar um pouquinho para entrar em cena.

Modo de fazer a massa:
1. Bata as gemas com o açúcar até ficar fofo.
2. Acrescente o caldo de abacaxi já frio, a farinha e as passas.
3. Com delicadeza, junte à massa as claras em neve e o fermento químico.
4. Coloque a massa em uma assadeira de fundo removível untada e enfarinhada. Cubra com o abacaxi escorrido e o coco.
5. Leve ao forno preaquecido em temperatura de cerca de 180º. Quando tiver passado cerca de 15 minutos, levante um pouco a temperatura. É importante controlar a temperatura, pois este bolo demora para assar. Eu já queimei alguns antes de acertar. Fica pronto no velho esquema: quando o palito sair limpo, está pronto.

Sábado, 23 de Maio de 2009

Risoto de pinhão

Bah, há quanto tempo, hein? O pobre blog anda meio abandonado, mas não esquecido. Tenho estado muito ocupada. Cozinho, mas não consigo postar. E me surgiu um problema adicional: minha câmera foi pro brejo. Está tirando fotos ruins como a que aparece aí em cima. Mas resolvi colocar logo esta receita, porque é importante aproveitar a safra de pinhão.

Eu adoro pinhão e testei um modo diferente de consumi-lo. Fica muito bom!


Ingredientes:

3 colheres de sopa de azeite de oliva

1 cebola média bem picada
1 xícara de arroz cateto

1/4 xícara de vinho branco seco

sal e pimenta-calabresa a gosto

2 xícaras de pinhões cozidos e cortados (cortei em três cada um, para não ficar muito pequeno)

4 a 5 xícaras caldo de legumes (cozinhe beeeem uma cenoura, meio talo de salsão, duas folhas de louro, um pouco de tomilho seco, sal, uma cebola em uns dois litros de água. Se a preguiça for muita ou o tempo estiver curto, use um tablete de caldo pronto e ferva com uma cebola picada, tomilho e louro; coe e está pronto)
1/4 de pimentão verde corta de cubos

Modo de fazer:

1. Aqueça o azeite e refogue a cebola até ficar macia, mas não dourada.

2. Acrescente o arroz, refogue por uns dois minutos, mexendo sempre. Junte o vinho e mexa até evaporar.
3. Junte duas ou três conchas de caldo, só para cobrir um dedo acima do arroz. Mexa de quando em quando, para não grudar no fundo. Esse movimento é lento; você não está batendo polenta.
4. Não deixe o caldo secar. À medida que for baixando, vá acrescentando mais, aos poucos.

5. Quando o arroz estiver quase al dente, misture o pinhão e o pimentão. Mexa, colocoque o sal e a pimenta. Verifique se os grãos de arroz estão no ponto, desligue e sirva. Não esqueça que o risoto tem que ficar molhadinho, cremoso. O cateto é perfeito, apesar do tempão que a gente fica em frente ao fogão.


Dica 1: é melhor usar uma panela não muito alta.
Dica 2: esta não é um prato para fazer quando se está com pressa, pois o cateto demora para cozinhar.

Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Confraria de Páscoa – Torta de frango do Gaspar

Esta torta deliciosa foi a grande contribuição de Gaspar, o prendado, à Confraria. E o melhor: permite muitas variações. Ele dá a receita.

Massa:
1 xícara de chá de leite
1 e 1/2 xícara de chá de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento químico (para bolo)
3/4 de xícara de chá de óleo de soja
3 ovos
1 pitada de sal
tempero verde a gosto (opcional)

Modo de fazer:
1. Bata todos os ingredientes no liquidificador até ficar uma massa homogênea. Particularmente, coloco primeiro todos os ingredientes líquidos primeiro, depois os sólidos, menos o fermento, misturo tudo. O fermento é o último.

Recheio:
1. Desfie 1 peito médio de frango, refogue com cebola e temperos preferidos. Pode colocar tomate, mas pouco, porque a consistência tem de ser um molho seco. Opcionais: ervilha e milho enlatados.
2. Depois de pronto, acrescente um copo de requeijão, tornando um recheio de aparência cremosa.


Montagem:
1. Unte uma forma retangular ou prato refratário. Despeje um pouco da massa para cobrir o fundo da forma ou prato. Distribua no centro o recheio e cubra-o com o restante da massa. Leve ao forno médio, previamente aquecido.


Sugestão: substitua o recheio de frango por um refogado (seco) de espinafre com ricota fresca.


Observação: no forno, a massa crescerá e quando, estiver bem dourada (de 20 a 30 minutos), deslige e espere esfriar. Neste momento, a massa “afunda” no centro, dando o efeito das bordas. Bom proveito!

Domingo, 19 de Abril de 2009

Campeão gaúcho invicto não é pra qualquer um! Bolo de limão vermelho e branco

Meu timaço venceu hoje o Campeonato Gaúcho. O placar não deixa dúvida: 8 x 1 sobre o Caxias. Aliás, o mesmo do ano passado, quando também mereceu um bolo.

Eu comentei que a Confraria de Páscoa, 4 de abril, coincidiu com o aniversário de 100 anos do Internacional. Agora, passo a receita. É um bolo de limão delicioso do
Luiz Cintra. Coloquei uma cobertura vermelha e branca, as cores do meu Inter do coração. Eu não tinha papoulas em casa, então usei amêndoas quebradas. E coloquei farinha integral, açúcar demerara, sal marinho. Ressalto isso porque às vezes querem uma opção mais natural e acham que não dá para adaptar receitas. Dá e fica muito gostoso.

Ingredientes para a massa:
200g de manteiga em temperatura ambiente

2 xícaras de açúcar demerara

4 ovos caipiras

2 xícaras de farinha de trigo comum

1 xícara de farinha de trigo integral bem fina

4 colheres de sopa de sementes de papoula ou 3 colheres bem cheias de amêndoas quebradas
1/2 colher de chá de sal marinho
2 colheres de chá de fermento em pó (para bolo)

1 colher de chá de raspas da casca de limão taiti

1/2 xícara de leite

2 colheres de sopa de suco de limão taiti


Ingredientes para a primeira cobertura:

2/3 de xícara de açúcar demerara

1/3 de xícara de suco de limão


Ingredientes para a segunda cobertura dá para um bolo apenas:
300g de nata fresca

3 colheres de sopa de açúcar de confeiteira

5 colheres de sopa (aproximadamente) de açúcar vermelho (é encontrado na prateleira de confeitos do supermercado)

Modo de preparo da massa:

1. Unte com manteiga duas fôrmas para bolo inglês de cerca de 25cm x 10cm.
2. Misture em um recipiente o leite e o suco de limão.

3. Em uma tigela, peneire as farinhas, o sal e o fermento em pó.

4. Coloque em uma batedeira a manteiga e o açúcar, bata em velocidade média até a mistura estar bem cremosa. Acrescente os ovos, um a um, batendo bem após cada adição. Acrescente as sementes de papoula ou amêndoas.

5. Baixe a velocidade da batedeira ao mínimo e acrescente, alternadamente em três adições, a mistura de leite e a de farinha, terminando com a mistura de farinha.

6. Divida a massa nas duas fôrmas e leve ao forno por cerca de 40 minutos ou até que, espetando um palito, ele saia seco.

7. Retire os bolos do forno e regue com a cobertura de limão. Espere 10 minutos antes de desenformá-los.

Modo de preparar a primeira cobertura:

1. Mistura bem os ingredientes e regue o bolo.


Modo de preparar a segunda cobertura:

1.
Bata a nata na batedeira. Quando começar a engrossar, acrescente o açúcar de confeiteiro até ficar em ponto de chantili (você pega um pouco com uma colher e ele não cai). Se não tiver segurança quanto ao ponto, é melhor colocar o açúcar logo, sem bater um pouco antes. Do contrário, nata pode virar manteiga. Montagem: 1. Coloque a primeira cobertura sobre os bolos ainda quentes.
2. Quando esfriarem, pegue um dos bolos e cubra com o chatili. Use a criatividade para decorar com o açúcar vermelho. Vale tudo em homenagem ao Inter!


Dica: o Luiz Cintra diz que os bolos duram uma semana guardados na geladeira (sem a cobertura de chantili). Podem ser embrulhados em filme plástico e congelados por até 90 dias. Se quiser um só bolo, faça meia receita.

Domingo, 12 de Abril de 2009

Confraria – Pizza de camarão e abobrinha

Mais uma da Confraria de Páscoa. A massa eu vinha namorando desde que vi a receita da Mari Maluf postada no Frango com Banana. Eu me passei, não prestei atenção e usei a quantidade de água indicada para forno à lenha. Mas gostei muito, então, vai aqui tal qual eu preparei. Outra mudança é que usei fermento biológico instantâneo.

Quanto ao molho... ai... por sorte a Mari Maluf não sabe da existência do Batuque. Li no título do molho a palavra cru. Beleza. Li os ingredientes. OK. Só não li o modo de fazer. Tinha que ralar os tomates, deixar escorrendo meia hora... Como sou muito desorganizada, deixei para preparar quando a massa já estava no forno, os confrades já haviam chegado. Não dava tempo. Fiz um molho cru muuuuito à minha moda. Caso vocês sigam minhas instruções e pensem "que horror!", que fique bem claro: a Mari, que nem conheço, não tem culpa alguma. Que também fique claro: eu achei bem gostoso.

Agora, o restante da cobertura. Ela seria de abobrinha, tomates e queijo, porque vi uma foto de petiscos no livro Claudia Cozinha e achei lindinhos. Em versão gigante, seriam uma ótima cobertura de pizza, por que não? Só que (esta pizza está cheia de "só quês") havia sobrado um pouco de camarão, aquele do recheio dos escondidinhos. Não pensei meia vez, fui de camarão. Agora, chega de blablablá e vamos à pizza.

Ingredientes da massa (rende duas pizzas):
30g de fermento biológico instantâneo
1/3 de xícara de chá de azeite
2 colheres de chá de sal
1 1/2 xícara de chá de água
5 a 6 xícaras de chá de farinha de trigo

Ingredientes do molho cru de tomates:
4 tomates sem sementes cortados em quatro partes
2 colheres de sopa rasas de molho pesto (se não tiver, use folhas de manjericão fresco picadas a gosto; neste caso, acrescente 2 colheres de sopa de azeite de oliva)
sal marinho e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

Ingredientes da cobertura (para uma pizza):
1 abobrinha italiana cortada em rodelas
6 a 7 colheres de sopa de molho de camarão
100g de queijo mozarela ralado no ralo grosso
flor de sal a gosto (usei uma da Companhia das Índias, com cogumelos, de que gosto bastante e não é muito cara)

Modo de fazer a massa:
1. Misture o fermento em 5 xícaras de farinha (isso porque talvez você não precise usar a número 6). Adicione à mistura o azeite, o sal e a água aos poucos, mexendo com uma colher até soltar da vasilha.
2. Transfira para uma superfície de pedra ou madeira e sove por 5 minutos ou até obter uma massa lisa e macia. Fica bem macia.
3. Coloque em uma vasilha e unte com azeite. Cubra e deixe descansar por 1 hora ou até dobrar de volume.
4. Divida a massa em 2 porções e boleie (ou seja, faça uma bola com cada uma delas). Cubra e deixe descansar por 1 hora.
5. Aqueça o forno na temperatura mais alta possível. Enquanto o forno aquece, abra a massa com ajuda de um rolo e fure com um garfo. Unte uma forma com azeite e pré-asse a massa por 8 minutos.

Modo de fazer o molho:
1. Bata todos os ingredientes no liquidificador ou no processador. Está pronto!

Montagem:
1. Cubra uma das pizzas com molho de tomate (pouco, para não ficar muito úmida). Faça com as abobrinhas um desenho circular, seguindo o forma da pizza. No centro, coloque o camarão e, sobre ele, o queijo. Polvilhe as abobrinhas com a flor de sal.
2. Volte a pizza ao forno por 5 minutos, ou o queijo derreter.

Dica: a receita acima é de uma pizza redonda. Com a outra metade da massa, fiz uma retangular, mas esqueci-me de tirar fotos. Foi no improviso mesmo: dourei uns dois dentes de alho, acrescentei meia abobrinha italiana em cubos e uns 300g de cogumelos paris em fatias, mais shoyo e pimenta. Uma rápida refogada e estava pronta. Ufa!

Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Confraria – Escondidinhos de camarão

Quem ainda não pensou em um cardápio para a Páscoa pode utilizar esta ideia, um dos petiscos da Confraria de Páscoa. Há, pelo menos no Rio Grande do Sul, uma supersafra de camarão e o preço está bem atraente.

Escondidinho é um prato fácil de fazer e se presta a muitas variações. Minha "massa" costuma ter somente aipim, mas desta vez usei creme de leite, para dar mais cremosidade.
Pode ser preparado em porção única, num refratário, ou em porções médias ou como nesta sugestão. Usei ramequins de cerca de 5cm de diâmetro. Ficou muito bonitinho. Siga sua imaginação.

Ah, se precisar de outras sugestões, visite nossa sessão de Peixes e Frutos do Mar hehehehe.


Ingredientes para a massa:

1 kg de aipim descascado
sal a gosto

1 caixinha de creme de leite


Ingredientes para o recheio:
800g de camarão (como não iam aparecer, estavam "escondidinhos", usei camarões pequenos)
2 colheres de azeite de oliva
2 ceb
olas médias picadas
2 tomates sem sementes picados
1 pimenta dedo-de-moça sem sementes picada (eu gosto de comida bem picante; você usar menos)

sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto


Ingrediente para cobertura:

100g a 150g de queijo parmesão ralado


Modo de fazer a massa:

1. Cozinhe bem o aipim, até abrir bem e quase desmanchar.

2. Escorra o aipim e, ainda quente, esprema-o ou passe no processador, formando um purê. Eu preferi usar um espremedor manual, porque o purê gruda na haste central do processador, dá um trabalhão. Mas vai do gosto de cada um.

3. Tempere o purê com sal e acrescente o creme de leite. Misture bem os ingredientes. Reserve.


Modo de fazer o recheio:

1. Se o camarão estiver congelado, coloque-o em uma panela e leve ao fogo bem baixo, mexendo de vez em quando, até adquirir um leve tom rosa. Despreze a água do cozimento. Se usar camarão fresco, cozinhe rapidamente, até adquirir o tal tom rosa. Isso evita que o recheio fique cheio de água de camarão.
IMPORTANTE: precisamos de um recheio mais sequinho se a opção for pelos miniescondidinhos, para evitar que, no forno, o molho comece a borbulhar e "invada" o espaço do purê. Se você for fazer uma versão família, o recheio pode ficar um pouco mais molhado, mas não exagere.

2. Em uma frigideira, aqueça o azeite, junte as cebolas, mexendo até ficarem translúcidas. Acrescente os tomates, mexa até começarem a murchar.

3. Coloque os camarões na mistura, mexa, tempere com sal e as pimentas e espere levantar fervura. Deixe uns dois minutos e desligue o fogo.


Montagem:

1. Unte levemente os ramequins com óleo ou azeite. Coloque uma colher de sopa (mais ou menos) de purê, uma de recheio (que cubra anterior) e cubra com mais purê. Uma dica para espalhar bem o purê é usar as costas de uma colher levemente umedecida com água. Finalize com uma camada fina (ou grossa, se preferir) de queijo ralado.

2. Leve ao fogo médio até o parmesão ficar dourado. Sirva quente.


Dica: esses escondidinhos podem ser congelados nos ramequins, basta fechar bem com filme plástico. Duram até três meses. Descongele na geladeira. Antes de levar ao forno, deixe em temperatura ambiente por uns 15 minutos, para que os ramequins não rachem com o choque térmico.

Domingo, 5 de Abril de 2009

Confraria de Páscoa - Arranjo floral com ovos de galinha

Depois de meses, com muitos dos confrades em férias, conseguimos finalmente nos reunir. O tema foi Páscoa. Como chocolate não podia faltar, fiz uma receita nova de petit gateau, do Olivier Anquier. O sabor estava ótimo, mas o bolinho não ficou cremoso no interior. Creio que minhas forminhas são muito pequenas e deveria ter deixado menos tempo no forno do que o indicado na receita. Por esse motivo, nem coloquei nesta postagem.

Os arranjos de flores foram inspirados em uma ideia do site da Martha Stewart, que adoro e está sempre cheio de coisas ótimas. Usei compoteiras de vidro que chamo de multiuso, porque são "pau pra toda obra", compradas em lojinhas de R$ 1,99! Além delas, usei pedrinhas coloridas (eu já tinha em casa e comprei em uma loja de produtos para artesanato), casca de ovos (os da Martha eram pintadinhos, mas não tive tempo nem paciência) e minigerânios (R$ 2,50 o vaso). A produção toda custou bem menos que R$ 10,00 e o efeito ficou bem bacana.

Diferentemente das outras edições, dessa vez, não combinamos previamente o cardápio. Cada um traria o que quisesse. Alguns cozinharam, outros preferiram comprar pronto. Abaixo, faço um resumo do que foi preparado pelos confrades. Foi um banquete.

O Internacional, meu clube do coração, comemorava o centenário bem no dia da confraria, 4 de abril. Não deu outra: bolo de limão com chantili e decoração vermelha e branca para comemorar. Ao lado do bolo, um sucesso de público e crítica: torta de frango do Gaspar.

Frutos do mar não podiam faltar, uma vez que o tema foi a Páscoa: escondidinhos de camarão em porções individuais e pizza de abobrinha com camarão.
A Lúcia estreou na Confraria em grande estilo: musse de gorgonzola. Ao lado, cookies de nozes e chocolate.

Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Crianças com menos de 4 anos não devem consumir os ovos de Páscoa à venda no Brasil


O Instituto Pró-Teste analisou 30 ovos de Páscoa de diversas marcas disponíveis no Brasil voltados para crianças e adultos. Primeira constatação: não há produtos recomendáveis para crianças com menos de 4 anos, devido aos altos teores de açúcar e gordura. Entre 4 e 6 anos, apenas o Sonho de Valsa é aconselhado.

O Sonho de Valsa, aliás, é voltado para adultos e foi o mais bem avaliado para esse público quanto à qualidade nutricional. Os que tiveram a pior avaliação neste critério foram os ovos Kopenhagen ao Leite e Top Milk.

A boa notícia é que em nenhum dos ovos foi encontrada gordura trans. As informações complestas do Pró-Teste estão aqui.

Domingo, 29 de Março de 2009

Muffins integrais de banana e canela


Esta receita eu já fiz há algum tempo. Tirei do Recipezaar. Fica muito gostoso e cai bem no café da manhã ou no lanche da tarde. Eu optei por fazer uma versão integral.

Uma recomendação: se não for consumir todos os muffins na hora, é melhor congelar logo o que sobrar, porque eles ficam durinhos.

Ingredientes
3 bananas bem maduras
2 ovos levemente batidos
1 xícara de farinha branca
1 xícara de farinha integral
3/4 de xícara de açúcar mascavo
1/2 colher de chá de sal marinho
1 colher de chá de fermento químico (para bolo)
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de chá de essência de baunilha
2 colheres de sopa de manteiga derretida

Modo de fazer:
1. Esmague bem as bananas e reserve.
2. Em uma tigela, misture bem as farinhas, o açúcar, o sal, o fermento e a canela.
3. Em uma tigela grande, misture os ovos batidos e a banana esmagada. Depois de bem misturados, junte a baunilha e a manteiga.
4. Adicione a esse “creme” os ingredientes secos, uma xícara de cada vez, mexendo lentamente a cada xícara. Não bata a massa.
5. Quando estiver bem misturado, coloque em forminhas de muffins ou de empadinhas untadas.
6. Leve ao forno quente por 15 a 20 minutos ou até que, inserindo um palito nos bolinhos, ele saia limpo.

Domingo, 22 de Março de 2009

Frango assado à francesa


Conforme prometido, a postagem de hoje é o frango que servi com o arroz de aspargos na cerveja. Não foi a primeira vez que fiz esta receita. A primeira, há quase 20 anos, resultou em um desastre. Decidida a queimar etapas, decidi preparar o frango diretamente no refratário. É o que estão pensando, coloquei o refratário sobre um dos queimadores do fogão, liguei o fogo e o prato se partiu em milhares de caquinhos. Moral da história: inexperiência e pressa juntas podem ser uma mistura explosiva. Mas agora deu tudo certo.
Autoria: tirei a receita da coleção O Prazer de Cozinhar, do Círculo do Livro, fascículo Aves para Todas as Ocasiões.

Ingredientes:
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de óleo
1 frango inteiro de cerca de 1,8kg
sal e pimenta-do-reino a gosto
12 galhos de alecrim
12 galhos de tomilho
2 dentes de alho descascados
10 colheres de sopa de caldo de galinha
3 colheres de sopa de creme de leite (usei nata fresca)

Mode de fazer o frango:
1. Aqueça o forno a 200º.
2. Derreta a manteiga com o óleo em uma frigideira grande. Isso é importante porque, como a manteiga aquece mais rapidamente que o óleo, ela sozinha queimaria rapidamente. O óleo ajuda a "segurar" a temperatura. Frite o frango, virando-o várias vezes, por cerca de 5 minutos ou até que esteja dourado.
3. Transfira o frango para uma fôrma refratária de tamanho médio, com tampa. (Se não tiver uma dessas, pode simplesmente cobrir com papel-alumínio.) Reserve o líquido da frigideira, que será utilizado posteriormente.
4. Tempere o frango com o sal e a pimenta. Ponha 4 galhos de alecrim, 4 de tomilho e 1 dente de alho sob cada coxa (como aparece na foto).
5. Regue o frango com o caldo de galinha, tampe e leve ao forno por 45 minutos. Destampe e asse por mais 15 minutos.
6. Ponha o frango em uma travessa aquecida e deixe-o no forno, em temperatura bem baixa, enquanto prepara o molho.

Modo de fazer o molho:
1. Coe o líquido que ficou na fôrma e junte-o ao líquido reservado na frigideira.
2. Acrescente o caldo de galinha restante e leve ao fogo médio, mexendo sempre, até reduzir pela metade.
3. Deixe esfriar um pouco e acrescente o creme de leite. Ponha em uma molheira, que irá à mesa com o frango.
4. Guarneça o frango com os galhos restantes de alecrim e tomilho e sirva.

Quinta-feira, 19 de Março de 2009

Lindo, gostoso, lindo!


Vocês imaginam o que dá para fazer em duas horas e meia com Olivier Anquier? Dá para se divertir muito... vendo-o cozinhar.

Lindo, charmoso, simpático, talentoso, elegante. Olivier é uma quase (deve alguma maluca, desequilibrada que ache algum defeito nele) unanimidade. Por ser tudo isso, além de rico e famoso, poderia agir como tantos outros que nem têm todas essas qualidades e se deixam levar pela arrogância. No entanto, desde os programas de televisão aos livros, o gostoso, ops, cozinheiro mantém a simplicidade e um genuíno respeito pelo trabalho de quem trabalha, põe a mão na massa. Enfim, este brasileiro (naturalizou-se em 2007) que puxa os erres e faz biquinho não se enreda em falsas sofisticações.

Toda essa introdução se deve ao fato de que ontem à noite fui à apresentação do show “Olivier, Fusca e fogão”. Pode parecer impossível, mas ao vivo ele é ainda mais lindo, charmoso, simpático, elegante... No palco, com a companhia de uma cozinha completa e do Fusca verde 1962 com que percorre o Brasil em busca de sabores típicos, o padeiro e cozinheiro (nunca chef, ele gosta de dizer) prende a atenção com histórias, performance culinária e muito humor. O público participa. Além de responder a perguntas variadas sobre técnicas de preparo dos pratos e ingredientes, alguns espectadores são chamados a subir ao palco para auxiliar Olivier de verdade, não tem figuração.

Quanto ao cardápio, a ideia era mostrar que dá para preparar uma refeição completa tendo como utensílio principal a frigideira, da entrada (brie à milanesa) com salada de temperos, passando pelo prato principal (filet au poivre), à sobremesa (crepe suzette). Tudo temperado com várias dicas e muito humor e Olivier sambando, com sotaque francês, é claro.

Um dos momentos de que mais gostei, foi quando o cozinheiro parou tudo, depois de mais uma manifestação antimanteiga da plateia. Cada vez que ele colocava uma generosa porção deste ingrediente que amo na frigideira, ouviam-se "ohs" e "ahs" de desaprovação. Ele parou o que estava fazendo e falou sobre a importância da manteiga na cozinha francesa e as campanhas difamatórias. Para reafirmar seu ponto de vista, Olivier comparou a forma física dos norte-americanos, que são os maiores detratores, e a dos franceses, mostrando-se como exemplo. Imaginem: aplausos para a manteiga.

Observação: a foto que usei é de divulgação, pois as que fiz do palco não ficaram boas e a minha com Olivier, em momento de tietagem explícita, guardo para o álbum de família.

Sábado, 14 de Março de 2009

Arroz de aspargos na cerveja


Ultimamente tenho tido tempo e consigo variar mais o cardápio. Minha principal missão é inventar coisinhas gostosas para que a Anaís vá além do indefectível macarrão. Ela adorou este arroz, que fiz com meio vidro de aspargos e uma latinha de cerveja que estavam de bobeira na geladeira.

Servi acompanhado por um frango assado à francesa, cuja receita postarei depois. Espero que vocês gostem, eu achei muito bom.

Ingredientes:
1/2 colher de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de azeite de oliva extravirgem
3 colheres de cebola picada
1 xícara de arroz arbóreo
1/2 xícara de água
1 lata de cerveja
1/2 tablete de caldo de legumes
sal e pimenta-do-reino a gosto
1/2 vidro de aspargos em conserva (cortei cada aspargo em três pedaços)

Modo de fazer:
1. Derreta a manteiga com o azeite. Acrescente a cebola, refogando-a até ficar levemente dourada.
2. Junte o arroz e mexa por um minuto.
3. Acrescente a água e o caldo de legumes e mexa bem.
4. Por fim, coloque a cerveja, o sal e a pimenta moída na hora. Deixe cozinhar em fogo médio, mexendo de quando em quando para não grudar no fundo da panela.
5. Quando o arroz estiver al dente, misture os aspargos, tampe a panela, desligue o fogo e deixe descansar 5 minutos. Está pronto para servir.

Sexta-feira, 13 de Março de 2009

Blog maneiro


Recebi este presentinho da amiga blog Sabores de Portugal e Outros Sabores. É bastante lisonjeiro ser lembrada por ela, que tem um blog com receitas maravilhosas.

As regras são as seguintes:

1. Exibir a imagem do selo "Olha Que Blog Maneiro"
2. Postar o link do blog que te indicou
3. Indicar 10 blogs de sua preferência
4. Avisar os indicados
5. Publicar essas regras
6. Conferir se os blogs indicados repassaram o selo junto às regras
7. Enviar sua foto ou a de um amigo para olhaqueblogmaneiro@gmail.com, juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs indicados repassem o selinho "Olha Que Blog Maneiro" e suas regras, corretamente, dentro de alguns dias o blog que os indicou recebe 1 caricatura em P&B- A caricatura só vale se as regras acima forem seguidas.
Eu, assim como várias pessoas que receberam o selo, irei até a regra número 5, pois acho as outras desnecessárias.

Os blogs que indico são os seguintes:
1. Canela Moída
2. Cafezinho das Cinco
3. Cozinha Quente
4. From Our Home to Yours
5. Receitas para Máquina de Fazer Pão
6. Toque Blanche
7. Rosa 147
8. Dizer por Dizer
9. Unir Raças
10. Mundo de Alice

Terça-feira, 10 de Março de 2009

Omelete de tomate-cereja e brie


Na correria, com geladeira vazia na volta das férias, omelete com salada...

Ingredientes:
2 ovos (dê preferência aos caipiras, além de mais saudáveis, têm uma cor linda)
cinco tomates-cereja cortados ao meio
duas colheres rasas de salsinha picada (se não gostar muito, pode diminuir)
uma fatia de queijo brie ou outro que tenha em casa
pimenta-do-reino moída na hora
sal a gosto

Modo de fazer:
1. Bata os ovos até ficarem bem clarinhos e fofos.
2. Acrescente os outros ingredientes, mexendo delicadamente, para os ovos não baixarem.
3. Coloque em uma frigideira levemente untada, espere ficar dourado de um lado, vire. Doure de outro e está pronto.

Dica: eu comprei uma frigideirinha pequena para omeletes. Na verdade, são duas, acopladas. Faz omelete em porção individual, muito bonitinho. Vou tirar uma foto e postar aqui.

Quinta-feira, 5 de Março de 2009

Musse de butiá da Ana Silva


Butiá me lembra de cachaça. A associação é imediata, a fruta dispara minha memória olfativa. O cheiro forte, o vidro grande no balcão do boteco, aquelas bolinhas amarelas boiando em um líquido claro. Meu pai era assíduo frequentador de botecos, dois ou três, de amigos, próximos de casa.

Na época, não havia o charme atual, quando botecos tomaram "banho de loja" e viraram moda. O pessoal bebia mesmo daqueles vidros coloridos por frutas e ervas misteriosas que davam sabores e aromas à caninha. Minha irmã e eu íamos junto. Era um lugar familiar. Conversas alegres entre amigos. Nós ali nos empanturrando de merenguinhos coloridos e outros doces que se perderam no tempo. Era o único lugar em que o pai permitia que comêssemos "porcaria" e enchêssemos a cara. Voltávamos para casa bêbadas de refrigerante.

Minha mãe também tinha seus segredos. Na época em que os butiás pesavam nos galhos da vizinhança, ela fazia a infusão na cachaça. Minha irmã e eu, às escondidas, abríamos os vidros. Quase desmaiávamos com o cheiro e uma simples gota daquele líquido parecia que ia fazer nossas gargantas queimar no inferno como castigo pela pequena contravenção. Eu me perguntava por que os adultos gostavam daquilo, se a fruta sozinha era tão mais saborosa.

Meu pai trazia da casa de amigos sacos e sacos de butiá. A mãe separava um tanto para seus vidros de resultados inebriantes. A maior parte comíamos, roendo o caroço para aproveitar toda a polpa, sem deixar um fiapinho. Os carocinhos escuros deixávamos secando ao sol e depois usávamos para brincar, como se fossem contas, moedas, joias, bolitas, o que nossa imaginação demandasse.

Acho muito estranho e quase uma afronta que hoje tenha que comprar certas coisas. Laranja, bergamota, pera, araçá, goiaba, pitanga... butiá. Na fartura da vizinhança de minha infância, bastava destreza para subir no pé ou a boa vontade dos adultos para apanhá-las com varas, dependendo da altura da árvore. Sinto-me lesada quando vejo essas frutas no supermercado à venda, algumas a preços exorbitantes, tidas como exóticas.

Tudo isso me veio à mente quando, há algumas semanas, uma colega de trabalho, a Cida, levou-nos um saco de butiás. Aproveitei para comê-los gelados, saboreando aquele gosto da infância. Também foi a oportunidade para fazer uma receita inventada pela Ana Paula, fã confessa: musse de butiá. A aparência, a consistência, o gosto, a receita é toda ela perfeita. O único porém é a retirada da polpa; raspar o carocinho com uma faca exige paciência, mas vale a pena.

Ingredientes:
30 butiás maduros
1 lata de leite condensado
1 lata ou duas caixinhas de creme de leite
1 limão taiti

Modo de fazer:
1. Com uma faca, pegue os butiás e separe a polpa do caroço (se alguém tiver um método mais eficiente, por favor, avisa!).
2. Liquidifique o butiá. Se ficar muito difícil, junte uma ou duas colheres de água.
3. Passe a polpa por uma peneira, pressionando bem para extrair o máximo de líquido. Reserve.
4. No copo do liquidificador, bata o leite condensado e o creme de leite. Sempre batendo, adicione o limão, que vai dar consistência à musse, e o suco de butiá. Bata até a mistura ficar totalmente homogênea.
5. Coloque em um prato de sobremesa e leve à geladeira. Sirva gelado.

Dica: Você pode levar à geladeira diretamente em tacinhas, em porções individuais.

Domingo, 15 de Fevereiro de 2009

Pão com sardinha – Receitinha de férias


Nas férias, a gente adora comer coisas boas, mas também adora ter tempo livre pra fazer nada. Eu fiz este pão em um desses momentos de preguiça inspiradora e fome devoradora.

Ingredientes:
1 pão frances de 1/4 de quilo
2 latas de sardinha
1 celoba média picada
2 tomates picados
salsinha picada a gosto
4 colheres de sopa de azeite de oliva
sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

Modo de fazer:
1. Corte o pão ao meio no sentido do comprimento e reserve.
2. Escorra a sardinha, retire as espinhas.
3. Em um prato, esmague a sardinha com um garfo e mistures os outros ingredientes.
4. Recheie o pão com a mistura. Amarre com uma tira de salsinha e leve ao forno médio por 10 a 15 minutos ou até o pão ficar levemente crocante. Cuidado para não ficar torrado. Corte as fatias e sirva quente ou frio.

Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

Safra de morangos e a plantação da família


Nada do que eu plante cresce. Minha irmã, ao contrário, tem a chamada "mão boa". Pois ela plantou, em um área minúscula, ao lado da janela, algumas mudas de morango. E já começou a colheita. São muito saborosos e já têm destino garantido, a pancinha do neto dela hehehehe.

Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Micro-ondas: ravióli de espinafre com cogumelos

Há pessoas que detestam micro-ondas, outras apenas o suportam e utilizam no máximo para aquecer alguma coisa. Eu, ao contrário, adoro tecnologia e acho que ela tem ser aproveitada para facilitar a vida, sem preconceitos (embora eu não negue que tenha os meus).

Venho fazendo pequenos experimentos no micro-ondas, alguns com resultados constrangedores, outros bem satisfatórios. Neste último grupo estão estes raviólis. A ideia surgiu da inegável preferência da Anaís por massas e de um molho de espinafre que estava na gaveta debaixo da geladeira, murchinho, tristonho, pensando que seu destinho seria a lixeira.

Ingredientes para o molho:

2 colheres de azeite

1 cebola média bem picada

4 tomates grandes maduros bem picados

1 folha de louro

1/2 xícara de água

1/2 colher de sobremesa de estragão seco (se preferir, use manjericã
o)
sal e pimenta-do-reino a gosto


Ingredientes para recheio

2 colheres de sopa de azeite

3 dentes de alho bem picados

6 ou 7 cogumelos paris frescos bem picados (cerca de 80g)

1 molho espinafre
n
oz-moscada a gosto (ralada na hora)

1 colheres de farinha de farelo de arroz integral torrada ou farinha de rosca

sal a gosto


Ingredientes para montar o ravióli
1/2 pacote de massa fresca para lasanha que não precise de precozimento (mais ou menos 250g)

1 ovo batido


Modo de fazer o molho
1. Doure levemente a cebola no azeite.
2. Acrescente os tomates, mantendo o fogo baixo. Quando eles estivem moles, acrescente a água.

3. Quando a fervura estiver alta, junte os temperos. Deixe uns dois minutos e desligue.


Modo de fazer o recheio

1. Doure levemente o alho no azeite.

2. Acrescente o cogumelo, mexa e deixe amaciar um pouquinho.

3. Junte o espinafre, lavado e com as folhas picadas.

4. Quando o
espinafre tiver murchado, junte a noz-moscada, a farinha e o sal.

Montagem

1. Em uma superfície lisa e levemente enfarinhada, abra metade da massa de lasanha.

2. Coloque sobre ela montinhos de recheio e pincele, com o ovo, linhas em torno desses montinhos. Isso fará com que a massa não "descole" no cozimento.

3. Sobreponha a outra metade da massa à que j
á está na mesa com o recheio. Aperte bem no local onde foi pincelado, para as massas grudarem.
4. Corte em retângulos.

5. Em um refratário, coloque uma parte do molho de tomate, quente. Coloque sobre os raviólis e cubra com bastante molho.
Importante: não coloque um ravióli sobre o outro, porque gruda no cozimento. Aconteceu comigo!

6. Leve ao micro-ondas, em potência máxima, por 7 minutos. Verifique se já está cozido. Se não, deixe m
ais alguns minutos. Sirva quente.